SUÉCIA: MAIS UMA VÍTIMA DA GUERRA DO MINÉRIO DE FERRO PDF Imprimir E-mail
Ter, 09 de Dezembro de 2014 00:00

A Suécia é o sétimo país do mundo quando se fala em PIB per capita. Sua população de menos de 10 milhões de habitantes tem poucas desigualdades sociais com um dos melhores IDH do planeta. Mas, graças a queda de preço do minério de ferro, essa situação privilegiada começa a mudar.

O país tem no minério de ferro um dos mais importantes itens da sua economia. Minas como a giganteKiruna, onde o minério de ferro é lavrado a mais de 2.000m de profundidade,  sempre foram referência na mineração mundial. Infelizmente, algumas minas suecas, com custos mais elevados já estão entrando em falência.

É o caso das minas da região do Barents onde a Northland Resources opera. Esta empresa, é uma das grandes a pedir falência após não ter conseguido refinanciar a sua dívida de US$650 milhões. A Northland vem claudicando desde que os preços do minério de ferro começaram a sua inexorável queda. Agora a empresa foi forçada a demitir todos os seus funcionários e fechar a sua maior mina a Kaunisvaara. Este projeto conta com duas jazidas de minério de ferro a 100km do círculo Ártico. São jazimentos  do tipo IOCG que produzem um concentrado com 69% de ferro. As jazidas tinham ainda 19 anos de vida antes de serem paralisadas.

Com o fechamento destas minas pela primeira vez o desemprego passa a assombrar a região. O município de Pajala, que tinha uma das melhores taxas de desemprego de toda a Suécia, passa agora a ter a pior. Outras minas suecas, nas regiões de Kirkenes deverão fechar, vítimas dos baixos preços e da falta de competitividade. A situação pode se alastrar rapidamente às minas da Rússia, na Península de Kola e na Noruega, todas afetadas pelo mesmo problema.

Enquanto isso, sem considerar os estragos e as vidas que estão afetando as três grandes, Rio, Vale e BHP continuam acelerando a produção e, consequentemente, matando, literalmente a concorrência.

Fonte: www.geólogo.com.br