“SIMANDOU: VALE, SOB PRESSÃO, CEDE E PODE TENTAR UM ACORDO COM A RIO TINTO PDF Imprimir E-mail
Ter, 09 de Dezembro de 2014 00:00

O caso Simandou, que já causou bilhões de dólares de prejuízos para a Vale, ainda não terminou. Cinquenta por cento do projeto de minério de ferro Simandou, na Guiné, foi tomado da Rio Tinto em condições fraudulentas, detonando um dos grandes escândalos da mineração recente.

A história do envolvimento da Vale narrada pela mídia e nos tribunais é, no mínimo, estranha e cheia de possíveis inferências…

Veja o que é contado e decida você mesmo: Na raiz do processo a Vale, a título de interesse em participar do projeto, conseguiu da Rio Tinto informações privilegiadas e confidenciais. De posse destas informações ela definiu o seu interesse na compra. Mas, ao invés de comprar a parte da Rio Tinto, ela se associou ao grupo de Steinmetz que nada tinha de Simandou.

Neste momento inicial a Vale pagou para Steinmetz e sua mineradora a BSG Resources a quantia de US$500 milhões por 51% do projeto, que segundo consta ainda não era de Steinmetz. Logo após o recebimento da entrada de US$500 milhões a BSG, como em um passe de mágica, pagou uma quantia equivalente a US$200 milhões para subornar altos funcionários da Guiné. Após o suborno a Rio Tinto que era dona de 100% de Simandou foi forçada pelo Ministério de Minas da Guiné a “perder” 50% da jazida.

Esses 50% foram parar nas mãos de Steinmetz e da Vale…

A Vale e Steinmetz negam qualquer conduta fraudulenta. Mesmo assim após um processo judicial o Governo da Guiné condenou a BSG Resources e cassou as áreas que já estavam sendo operadas pela Vale em abril deste ano. Assim que o as áreas da Vale foram cassadas a Rio Tinto, que perdeu bilhões entre investimentos e desenvolvimento, entrou na justiça contra a Vale e a BSG.

A Rio quer recuperar os vários bilhões perdidos e muito mais…

Na causa, que se desenrola nos Estados Unidos, a Vale e a BSG são literalmente acusadas de roubo. E, somente agora, quando a situação parece irremediavelmente perdida que a Vale se pronuncia e diz que possivelmente vai considerar um acordo não judicial, “para reduzir os custos elevados da arbitragem americana”.  Mas, segundo o Sr. Clóvis Torres da Vale, o acordo “não será uma aceitação de culpa”. Será?

Fonte: www.geólogo.com.br